O contingente de pessoas que pediram auxílio emergencial e ainda não sabem se vão receber ou não o benefício é gigantesco. O último levantamento da Dataprev, empresa responsável pela análise dos pedidos, apontava para a existência de 4 milhões de solicitações em análise. Mas esse número pode ser muito maior. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que existem cerca de 10 milhões de pessoas nessa situação.
“Cerca de 100 milhões se cadastraram. Cerca de 60 milhões foram aprovados e 30 milhões não foram. Outros 10 milhões estão em análise, sendo que uma parte está em análise pela primeira vez”, afirmou Guimarães.
Qual o problema de quem está em análise? É a falta de resposta para um problema emergencial de falta de dinheiro. A pessoa não sabe se terá esse auxílio de R$ 600 (foi aprovada) nem se o pedido foi rejeitado.
O que fazer nesse caso? Infelizmente, não resta muita opção além de esperar pela análise. Pessoas que tiveram o pedido negado podem contestar a análise. Para pedidos considerados inconclusivos é possível complementar o cadastro com os dados faltantes.
Por que a análise demora tanto em alguns casos? Em várias situações, a base de dados utilizada para fazer a análise está desatualizada ou a pessoa nunca esteve em nenhuma base. Por isso, o governo tem mais dificuldade para saber se de fato ela tem direito ao benefício. É possível recorrer da decisão ou complementar os dados apenas uma vez.
Por que muitos casos são rejeitados mesmo quando a pessoa tem direito? Guimarães diz que há casos em que a demissão ocorreu após 2 de abril e por isso a situação ainda não foi validada para a Dataprev.
Também há casos em que os dados do Cadastro Único estão desatualizados.
Fonte original do conteúdo: 6minutos
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